A tartaruga de Hog Island


Às vezes é difícil entender outras culturas e não julgar, mais ainda quando se tem 6 e 10 anos. 

Hoje Tom e Sacha tiveram que fazer este esforço. No fim da manhã deste domingo de sol, encontramos uma pequena praia deserta (Hog Islande decidimos parar o dinghy lá para curtir este pedaço de areia. Depois de perceber que o lugar era também o domicílio de vacas e touros grandes, descobrimos que o canto daquela praia era um tipo de cozinha ao céu aberto e que um homem sorridente estava lá, tranquilo, preparando devagar uma comidinha. Trocamos algumas palavras com ele quando dois pescadores chegaram de barcos com dúzias de lagostas! Fomos ao encontro deles para tirar fotos e eles, também muito simpáticos, contaram que iam buscar toda a família para almoçar na praia e que éramos convidados! Como recusar tal convite? Descobrimos que no barco havia também uma enorme tartaruga! Sacha achou que era uma « amiga » dos pescadores e ficou animada! 


Quando eles voltaram com a família, honramos o convite e fomos provar as delícias que estavam preparando. Conversamos muito, rimos muito, eles estavam muito orgulhosos em falar das belezas da Grenada, e nos, em confirmar o quanto estamos apaixonados pela ilha! Quando estávamos indo embora, eles ofereceram mais um prato para experimentar, infelizmente ... era aquela tartaruga que estava no barco poucas horas antes. Recusamos com educação, o Capitão (Pierrick) falou que « não pudia comer um animal mais velho que ele! » e com muitos sorrisos e agradecimentos, nos despedimos da família toda. 




 





Falávamos inglês e Sacha e Tom não perceberam qual era o cardápio do final do almoço. Mais tarde, de volta à bordo do Ti’Cata, contamos pra eles da tartaruga e eles não entendiam como pessoas tão legais podiam comer este animal tão precioso. Explicamos que naquela ilha a pesca das tartarugas era limitada mas não proibida e que certamente comiam este prato há gerações. Mas como podemos falar da importância de preservar estes animais e depois rir junto de quem o come? Bem, isso faz parte das lições desta viagem para nossos pequenos marujos. Pode discordar, mas jamais julgar menos ainda uma cultura que não conhece. E discordar não pode impedir de dialogar, nunca. Sacha ficou triste para a tartaruga, e sugeriu de voltar lá oferecer feijão... quem sabe, eles poderiam trocar o cardápio do almoço de domingo! 




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